Curso sobre Futurismo aborda a civilização 2.0

Para o Andrews, a tarefa de Educar envolve uma atitude de cuidado com as novas gerações e, portanto, é um compromisso que remete ao futuro. O cenário de intensas mudanças, inovações tecnológicas e, principalmente, a revolução das mídias afeta a sociedade em ondas sucessivas e impacta a transmissão de conhecimento. 

Para abordar com os alunos do Ensino Médio as novas possibilidades que o mundo digital traz para o ser humano na Civilização 2.0, o “Futurismo” é um dos favos 2021 do Projeto COLMEIA – componente curricular multidisciplinar desenvolvido neste segmento. O curso busca apresentar aos jovens estudantes as tendências dos profissionais e do mercado de trabalho do futuro. 

“Nesta incipiente civilização 2.0, estamos vivendo uma revolução midiática digital que causará profundas mudanças no ambiente profissional. As organizações serão mais descentralizadas, baseadas na curadoria, do que centralizadas, baseadas na gestão. A relação entre profissional e cliente será mais direta. Teremos que aumentar a taxa de adaptabilidade num ambiente de alta taxa de instabilidade. Por exemplo, conviveremos com a reputação digital, que é resultado dos rastros icônicos (estrelinha, curtição, dedinho para cima, dedinho para baixo) tudo isso vai estar nos currículos”, comenta o professor convidado Carlos Nepomuceno, jornalista de tecnologia e Doutor em Ciência da Informação, que pesquisa sobre a Era Digital há mais de 40 anos.

Para ele, que habitualmente ministra cursos e palestras para profissionais, a experiência de falar sobre o futuro do mercado de trabalho para pessoas que ainda não ingressaram no atual tem sido um desafio. “Às vezes, pode ficar meio abstrato, mas como a mudança é uma ruptura profunda, uma anomalia nas Ciências Sociais, todos terão que mudar, não só os profissionais atuais, como os jovens entrantes. São transformações de aspectos filosóficos, valores e paradigmas estruturais, não são apenas adaptações conjunturais”, afirma.

De acordo com Nepomuceno, não dá para entender o século XXI sem entender as revisões propostas pelo filósofo e teórico da comunicação canadense, Marshall McLuhan. “Ele é o Charles Darwin 2.0. Darwin inaugurou uma nova fase quando disse que o ser humano faz adaptações e descende de outros animais. Quando McLuhan diz: “nós criamos as tecnologias e as tecnologias recriam o ser humano”, ele agrega algo a Darwin. É a mesma linha de raciocínio. Nós somos uma tecnoespécie, um tipo diferente das outras porque supera problemas através de tecnologia. E ele vai mais além: “somos uma tecnoespécie midiática e a introdução de cada nova mídia muda a sociedade. Pierre Lévy, que é “filho” intelectual do McLuhan, em seu livro Cibercultura afirma que não só mudamos a sociedade, como podemos contar a história da sociedade humana através da revolução de mídia”. 

“Os jovens alunos de hoje estão mais preparados operacionalmente do que os da geração passada, não há dúvida. Mas isso não significa que eles estão prontos para o futuro, pois há um desafio subjetivo muito importante a ser superado. Está sendo interessante trabalhar com eles para ver como podemos ajudar. Agradeço ao Andrews pelo convite, foi muito rico, aprendi e gostei bastante. As observações deles, de uma certa pureza e franqueza, mudaram em alguns pontos de vista a minha maneira de pensar”, finaliza Carlos Nepomuceno.


 

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