“Será que é (só) isso mesmo?”

A cada ano, ao escolher um tema, cuidamos para que ele seja uma oportunidade de vivenciarmos, pessoal e coletivamente, os valores e as intencionalidades do nosso Projeto Educativo.

Afirmamos sempre que o nosso objetivo educativo maior é a construção da autonomia e da autoria do ser humano.

Ser autônomo supõe saber autogovernar-se, ser capaz de conduzir-se e de tomar decisões por si mesmo. Ser autor diz respeito à possibilidade de interferir no mundo, deixar sua marca, concebendo e criando produções próprias. E, nesse processo de construção, acreditamos ser fundamental o convívio com as diferenças.

É a partir das experiências proporcionadas por um ambiente diversificado que vamos aprendendo outros tantos saberes necessários para a vida: o saber refletir, o saber discernir, o saber escolher, o saber criticar, o saber ter empatia, o saber compreender…

Contudo, o que temos vivido, lido e estudado nos aponta para um mundo de ambiguidades.     

De um lado, a facilidade e o volume de informações a que crianças e jovens têm acesso é enorme. Nesse sentido, as tecnologias têm tido papel essencial.

Por outro lado, imersos – e saturados - pela brutal massa de informações, parece que a tendência à busca pelo “refúgio” entre iguais tem predominado. O convívio no interior de uma “bolha” traz um certo conforto. Protege convicções, reforça concepções prévias e consolida identidades. Mas também não possibilita reflexões mais amplas, inflexões, novas ideias e reduzem nossa capacidade crítica na medida em que todos ficamos, de certa forma, “submetidos” ou isolados nos grupos de iguais. A possibilidade de divergir, perguntar, investigar, pensar diferente desaparece ou é abafada pelo grupo.   

Foi a partir dessas reflexões que pensamos no tema para 2019: “Será que é (só) isso mesmo?”   

Como todo ano, escolhemos alguns textos para partilhar com vocês. Seguem com essa circular 6 (seis) textos em anexo que aprofundam essas questões.

 

No Anexo 1, Harari chama atenção sobre o quanto, atualmente, não temos consciência de nossa ignorância e do poder do pensamento de grupo.

 

No Anexo 2, o sociólogo Robert Kurtz questiona o discurso da “sociedade do conhecimento”, fazendo distinção entre os conceitos de conhecimento, conhecimento intelectual, informação e “inteligência artificial”. Constata a diminuição do verdadeiro conhecimento que supõe reflexão, sentido e crítica.

 

No Anexo 3, selecionamos algumas formas de ignorância presentes na sociedade contemporânea que Lima aponta e analisa no seu artigo, refletindo sobre os desafios que se apresentam para o ser humano hoje.

 

No Anexo 4, Cajú aborda a questão das fake news e seus impactos nas relações humanas e nas subjetividades das pessoas, relacionando-as com a ideia do panoptismo descrita por Michel Foucault.

 

No Anexo 5, Morin analisa os erros, as ilusões e as cegueiras que todo conhecimento pode comportar. Segundo ele, a educação deve dedicar-se à identificação da origem dos mesmos.

 

No Anexo 6, Morin, em “A cabeça bem feita, afirma que o desafio da globalidade é também um desafio de complexidade. Há necessidade de uma reforma de pensamento que gere um pensamento do contexto e do complexo.

Como sempre, novas contribuições serão bem-vindas.  

A vocês, o nosso obrigado por mais um ano em que seguem conosco nesse Projeto Educativo que, afinal, pertence a todos que o abraçam.

Que esse tema nos possibilite boas reflexões!

 

COLÉGIO ANDREWS

(21) 2266-8010

Endereço:
Rua Visconde de Silva, 161
Humaitá CEP 22271-043
Rio de Janeiro - RJ

Colégio Andrews
Todos os Direitos Reservados
@ 2017